quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A construção do feedback

Feedback, palavra inglesa que, como outras, já faz parte do nosso dicionário corporativo. Termo relativamente jovem, curto, mas que tem um grande poder no desenvolvimento das pessoas e no resultado das Empresas.
Não vamos refletir aqui sobre aqueles cuidados tão propagados que temos que ter para dar o feedback: preparar-se, basear-se em fatos e dados, fazê-lo em local adequado, não criticar em público, não levar para o lado pessoal, etc.
Quero propor uma reflexão mais profunda, a de como fazer para construirmos este momento tão importante e como aproveitar ao máximo o feedback. Como devemos fazer para construir este momento (construir demanda tempo) e não fazê-lo apenas de maneira pontual, uma vez por ano, como obrigação de um processo imposto pelo RH. Vamos então a quatro passos necessários para sacramentar este processo em nosso cotidiano.
Primeiro, acostume-se a receber feedback. Não gostamos de dar feedback porque não gostamos de recebê-lo. Ora, como fazer para os outros aquilo que não gostamos que façam com a gente? Temos medo de receber o retorno de nosso trabalho, não vemos este momento como uma oportunidade, nos fechamos, levamos para o lado pessoal e não aproveitamos este processo para melhorarmos. Se assim pensamos sobre o feedbackque recebemos, por que então fazer isto com nossos colaboradores? Então, o primeiro passo é mudar o nosso ponto de vista sobre o feedback que recebemos, vê-lo como uma oportunidade de crescimento, de melhoria, só assim poderemos, então, dar o primeiro passo para a construção do feedback com os nossos colaboradores.
Segundo, OUÇA. A natureza do Líder é ser ativo, é definir, direcionar, orientar, falar, falar, falar, mas para a construção do feedback é necessário que ouçamos nossos colaboradores, nos colocando iguais a eles, ou seja, como alguém que precisa de feedback para melhorar. Devemos ser humildes a este ponto, mostre (e admita para si mesmo) que você tem falhas e que precisa melhorar, peça feedback aos seus subordinados sobre suas ações, seus atos, seu comportamento. Não pense que isto irá diminuí-lo ou tirar sua autoridade, pelo contrário, você está dando um grande passo para a construção de um relacionamento saudável e de crescimento para todos.
Terceiro, ELOGIE. Temos o hábito de só chamar a atenção dos colaboradores, de só mostrar aquilo que fazem de errado, mas é preciso reconhecer as coisas boas, mesmo aquelas mais simples e elogiá-los. Um ´tapinha nas costas´ por um trabalho feito, um email de agradecimento, a partilha de um prêmio recebido com a equipe. Temos que elogiar sempre nossos colaboradores. Se os elogiamos, estabelecemos um equilíbrio, somos justos e abrimos portas para chamar-lhes a atenção e para uma correção mais dura quando necessário.
Quarto, PRATIQUE. Não deixe para usar o feedback somente nos processos formais de avaliação, use-o todos os dias, pois devemos melhorar sempre. Não perca a oportunidade de desenvolver sua equipe e de melhorar os resultados, devemos praticar o ´feedback fresco´, assim que ocorre a oportunidade, mas, dentro do contexto que aqui descrevemos, seguindo esses quatro passos:
Ø  MUDE a forma de encarar o feedback que recebe.
Ø  OUÇA seu colaborador e lhe peça feedback sobre você sempre.
Ø  ELOGIE sua equipe todos os dias. Isto lhe dá abertura para feedbacks ´mais duros´.
Ø  PRATIQUE. Não perca a oportunidade de desenvolver sua equipe todos os dias.
De resto, siga a cartilha: preparar-se, basear-se em fatos e dados, fazê-lo em local adequado, não criticar em público, não levar para o lado pessoal, etc.
Então vamos lá. Que tal começar hoje a praticar o feedback?
Carlos Casorotto 
Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/a-construcao-do-feedback/68552/ acesso em 31 de janeiro de 2013.

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