quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Quer mudar de emprego? Tem certeza?



As pessoas tendem a pensar que os recrutadores sempre querem convencer os profissionais a mudar de emprego. Do ponto de vista dos negócios essa é uma premissa errada, especialmente porque não é sustentável. Um profissional que não tem certeza se quer mudar de emprego é mais propenso a aceitar contrapropostas, a abandonar o processo de seleção no meio e até mesmo a permanecer pouco tempo no novo trabalho. E isso impacta diretamente o dia a dia do recrutador, gerando retrabalho e desconforto com os clientes.
Alguns candidatos participam de processos seletivos por curiosidade, para “testar” sua empregabilidade ou até mesmo para usá-los como barganha para conseguir aumento ou promoção na empresa atual. Não há problema nenhum em querer saber qual seria o salário pago a um profissional como você no mercado, mas não é preciso participar de uma seleção para descobrir essa informação. Guias salariais e consultores de recrutamento podem dar essa resposta facilmente a um candidato. Já o hábito da barganha é extremamente nocivo ao profissional e à empresa, como já expliquei anteriormente.
A sinceridade é sempre a melhor saída para um momento de dúvida. Se você não tem certeza se quer mudar de emprego, seja claro com o recrutador. Ele vai te ajudar a avaliar o mercado, apresentar oportunidades e te aconselhar sobre possibilidades de carreira e crescimento nas vagas disponíveis no mercado. Por outro lado, é importante fazer uma avaliação do seu momento na empresa atual. Veja se os desafios, recompensas salariais, motivação e perspectivas de crescimento que você tem hoje compensam ou não a mudança. Novos desafios são bons, mas nem sempre vale a pena mudar. Avalie a sua carreira e tenha certeza das suas escolhas!
Fernando Mantovani 

Alguns conselhos de experts que iniciantes em marketing digital podem ignorar

É natural que, ao iniciar suas estratégias de marketing digital, médias e pequenas empresas busquem referências do mercado. É muito útil que seus gestores participem de palestras, leiam livros sobre os temas e sigam especialistas da área para adquirir mais conhecimento.
No entanto, é preciso atenção na hora de tentar reproduzir modelos de grandes empresas ou seguir dicas contidas em cases de grandes companhias, pois, na maioria dos casos, eles não se aplicam a empresas de menor porte.
Separei aqui alguns conselhos que ouvimos frequentemente, mas que médias e pequenas empresas devem evitar considerar em sua estratégia de marketing digital.

Investir nas redes sociais da moda (ou estar presente em todas as opções)

Ao contrário de grandes empresas, que dispõem de verba e equipe para conseguir estar presente em praticamente todas as redes sociais, não vale a pena manter perfis simultâneos se o seu negócio não tem estrutura suficiente pra isso.
Descubra em qual das redes está presente a maior fatia do seu público-alvo e comece investindo apenas naquilo que já é consolidado e tende a oferecer resultados mais garantidos. Preocupe-se, em primeiro lugar, com o conteúdo que será publicado.
Uma abordagem efetiva é produzir conteúdo de qualidade no seu blog e utilizar as redes canal de distribuição do seu material. Além disso, a ferramenta escolhida pode ser utilizada como um bom canal de interação com Leads e clientes.

Usar monitoramento muito sofisticado

Com o objetivo de evitar crises, avaliar o efeito de campanhas publicitárias e gerenciar milhares de interações diariamente, grandes empresas acabam investindo em ferramentas mais precisas e abrangentes. Isso tudo porque é preciso realizar análise de sentimento, de influência e obter relatórios avançados.
No entanto, o monitoramento das médias e pequenas empresas deve ser diferente. Como o número de menções diárias geralmente é reduzido, uma ferramenta que gere um relatório diário com posts citando a empresa já é suficiente. Com isso é possível acompanhar o que é dito sobre a empresa para responder em tempo hábil e investir no relacionamento com clientes (atuais ou potenciais) e referências no seu mercado.

Realizar testes e otimizações cedo demais

Há diversos ajustes que você pode fazer, seja em suas Landing Pages, seja escolhendo melhor as palavras-chaves que definam o seu negócio, ou mesmo mudando os horários de publicação de posts no blog e em redes sociais ou de envio de e-mail marketing.
O fato é que só é possível saber que mudanças vão surtir efeito se sua empresa já tiver volume de conteúdo o suficiente para aplicar testes e conseguir visualizar a relevância das alterações. Não adianta, por exemplo, melhorar a taxa de conversão de uma Landing Page de 10% para 20% se ela recebe 50 visitas no mês. Seu crescimento será de apenas 5 Leads.
Primeiro foque em criar conteúdo relevante e tornar seu site atrativo para conseguir crescer e ganhar escala. Deixe as otimizações e ajustes pra mais tarde, quando a empresa já possuir mais corpo em marketing digital.

Esperar as primeiras posições do Google para palavras-chave competitivas

Se você está apenas começando, dificilmente terá autoridade suficiente para estar nas primeiras posições, ainda que seu site tenha uma boa estrutura e as páginas estejam otimizadas para palavras-chave importantes do seu negócio. O principal fator de rankeamento ainda está na autoridade do site perante o Google e seu domínio vai conseguir com o tempo.
O caminho para isso é produzir conteúdo relevante para ganhar links, além de fazer com que as URLs sejam amigáveis, a estrutura das páginas seja bem definida e que o conteúdo esteja sendo indexado. Esqueça outras otimizações dentro da página por um tempo. Quando já tiver mais autoridade, volte a otimizar pensando nas palavras-chave importantes.

Produzir um “viralzinho”

Que empresa não desejaria ver seu conteúdo sendo disseminado rapidamente por milhões de pessoas via mídias sociais? Viralizar, no entanto, é para poucos. É muito difícil prever o que vai ser um sucesso extremo e o que não vai ter tanta repercussão assim, mesmo que a ação tenha demandado esforços e seja bem feita.
Se você está começando, pense em consolidar uma base e construir um ativo aos poucos, com bom conteúdo e audiência nas mídias sociais. O resultado é questão de tempo.
E, lembre-se: mais importante do que atrair milhões de pessoas em torno de seu conteúdo é conseguir fidelizar o público certo, aquele que realmente vai querer comprar o seu produto ou serviço.
Eric Santos 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Estudo sobre os fatores de risco da saúde no Brasil.

Os principais fatores de risco da saúde brasileira de acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto de Métrica e a Avaliação de Saúde, realizada pela Universidade de Washington nos EUA com parcerias de diversas universidades pelo mundo.

O resultado da pesquisa foi divulgado pela The Lancet, que lista os aspectos de riscos da saúde mundial. O Brasil foi inserido na área denominada de “América Latina Tropical”.

A pesquisa apontou que os fatores de risco da saúde brasileira envolvem os seguintes problemas:
1° lugar Alcoolismo;
2° lugar Pressão Alta;
3° lugar Obesidade;

De acordo com a pesquisa o Alcoolismo atinge hoje 5,64 milhões de brasileiros, sendo que no ano de 2010 154 mil pessoas morreram decorrentes do problema;

Já a pressão alta atinge 5,3 milhões de brasileiros e os índices de mortalidade por consequência da doença atingiu 274 mil pessoas;

Antes um dos grandes fatores de risco da saúde mundial era a desnutrição, porém dos últimos vinte anos houveram grandes mudanças e hoje a obesidade é o terceiro fator de risco da saúde brasileira, atingindo 4 milhões de pessoas no Brasil, sendo que no ano de 2010 ocorreram 147 mil falecimentos decorrentes da obesidade no país.

O alcoolismo
O alcoolismo é considerado uma doença crônica, caracterizado pelo consumo compulsivo de álcool.
Ainda não é comprovado cientificamente precisamente as relações de hereditariedade com o alcoolismo, porém é comprovado que quem tem casos de alcoolismo na família tem uma tendência de quatro vezes mais chances de ter problemas com bebidas.

Pressão Alta
A hipertensão, conhecida popularmente como pressão alta, é caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea no organismo.

Os problemas com hipertensão são causados por fatores genéticos associados aos hábitos não saudáveis praticados pelos indivíduos.

Obesidade
Obesidade é o acúmulo de gordura no organismo, sendo responsável por desencadear outras doenças como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares.

O desenvolvimento da obesidade está relacionado com vários fatores como a carga genética, ambiente socioeconômico, cultura e comportamental em que os indivíduos estão inseridos.

De acordo com a OMS os fatores de riscos para a saúde mundial estão relacionadas com:  tabagismo, inatividade física, obesidade, álcool, estresse e alimentação não saudável.

Em relação aos números de mortes causadas pelos fatores de risco, a OMS/2010 chegou na seguinte estimativa: a hipertensão arterial, principal fator de risco para doenças cardiovasculares, causa cerca de 7,5 milhões de mortes por ano; ao tabagismo são atribuídas 6 milhões de mortes por ano, seguidas pela inatividade física (3,2 milhões de mortes/ano), sobrepeso/obesidade (2,8 milhões), colesterol elevado (2,6 milhões) e consumo abusivo de álcool (2,3 milhões morte/ano).

Ainda segundo a OMS aponta os 10 fatores de risco da saúde brasileira, são:
  • Uso de álcool: Enquanto o alcoolismo (dependência do álcool) atinge  9% da população adulta brasileira, o conjunto de pessoas usando álcool em excesso, ou em situações impróprias, é imenso. As principais consequências são os transtornos mentais (inclusive depressão), os acidentes de trânsito e a violência. Isso sem mencionar derrame cerebral, infarto e outros problemas circulatórios, e, é claro, a cirrose hepática.
  • Sobrepeso e obesidade: Individualmente, é pior ser obeso do que ter sobrepeso, mas o número de pessoas com sobrepeso é maior, então no total as consequências do sobrepeso são ainda maiores que as da obesidade.
  • Glicose alta: A pré-diabetes e a diabetes têm como consequência não apenas infarto e derrame, que podem matar na hora, mas também sequelas como amputação, cegueira e necessidade de hemodiálise.
  • Pressão alta: Quanto mais alta a pressão arterial, pior. Pressão arterial menor que 12 por 8 não é baixa, é ótima. Assim como no caso da obesidade, as pessoas com pressão arterial menor que 14 por 9 (ponto de corte para o uso de medicamentos) respondem por mais da metade da carga de doença decorrente da pressão alta.
  • Uso do tabaco: As principais consequências do tabagismo (ativo ou passivo) são o câncer (de pulmão e vários outros), o enfisema (associado à bronquite crônica) e doenças circulatórias como o infarto cardíaco. Fazer o paciente parar de fumar é uma das intervenções médicas mais eficientes para preservar a vida saudável do paciente, mesmo levando em consideração que a maioria não consegue parar. (Leia também:Como parar de fuma.
  • Sexo não seguro: Transar sem camisinha é um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil e do mundo. Essa é a principal causa do aumento progessivo dos casos de AIDS no Brasil, que começou entre homossexuais e usuários de drogras injetáveis, mas que hoje é principalmente transmitida por relação sexual entre homem e mulher. Vale lembrar que hoje em dia nem os idosos estão imunes.
  • Falta de atividade física: O sedentarismo propicia o surgimento de várias doenças, entre as quais o infarto, o derrame cerebral, a diabete, o câncer de intestino grosso e o câncer de mama. Além disso, a atividade física é capaz de evitar algumas doenças específicas da velhice.
  • Falta de aleitamento materno: O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade é capaz de prevenir não apenas infecções respiratórias, diarreia, e alergias, mas também pressão alta, glicose alta, colesterol alto e sobrepeso/obesidade.
  • Falta de água tratada, esgoto e higiene: Existem inúmeras doenças transmissíveis que poderiam ser eliminadas ou muito diminuídas (dependendo da doença) simplesmente melhorando esse item tão básico.
  • Colesterol alto: Apesar de existir colesterol bom e colesterol ruim, a maioria das pesquisas que mostram o impacto do colesterol na saúde das populações usa apenas o valor total. E o colesterol total é como a pressão, quanto maior, pior. E, mais uma vez, mais da metade do estrago do colesterol acontece em quem não tem ele tão alto assim.




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A administração do estado mental e emocional e o sucesso nas negociações


O sucesso em qualquer negociação, isto é, a obtenção de resultados de qualidade superior, está na dependência de três fatores: domínio do processo de negociação, conhecimento efetivo da realidade externa, ou seja, do contexto e competência para se administrar os próprios estados mentais e emocionais.

Processo é o caminho que se percorre do início até o final e é a espinha dorsal de qualquer negociação. Compreende três momentos: preparação, reunião de negociação e controle/avaliação. A maioria das negociações é ganha ou perdida de acordo com a qualidade da preparação. Uma coisa é certa, quem não leva a sério a preparação de uma negociação está se preparando para o fracasso. Portanto, é fundamental se ter consciência da importância da preparação e não cair na armadilha das desculpas como “não tive tempo” e outras do mesmo gênero.

O paradoxo é que quem alega que não tem tempo para se preparar, acaba tendo que encontrar tempo para o retrabalho, ou seja, para a correção dos erros cometidos em negociações mal feitas. Continua sendo melhor prevenir do que remediar. Uma boa preparação deve começar por uma boa avaliação ou interpretação da situação e esta é principal razão do sucesso de Warren Buffet: “Se você não é capaz de avaliar o seu negócio melhor do que o mercado, você não é do ramo”. Devemos também ter presente que vivemos num mundo probabilístico, ambíguo e cheio de incertezas. Assim, é boa prática considerar três cenários: otimista, realista ou mais provável e o pessimista pois, crer você acredite ou não, a Lei de Murphy existe. Além disto, devemos considerar estratégias, táticas, concessões e impasses. De qualquer forma, é sempre preciso ter presente que a negociação só acaba quando o acordo foi cumprido e não quando foi formalizado. Existem aqueles que usam as táticas da situação de fato. Prometem uma coisa e fazem outra.

O segundo ponto relevante para se chegar à excelência numa negociação é o conhecimento efetivo da realidade externa, importando em dois vetores: o conhecimento do negócio e o das pessoas envolvidas na negociação. Por conhecimento do negócio entendem-se as características técnicas, econômicas, jurídicas, fiscais, contábeis e financeiras do que se está negociando, bem como dos agentes econômicos envolvidos. Quem não conhece o seu negócio é como alguém que anda de táxi numa cidade estrangeira, sem falar o idioma do país. Os conhecimentos das pessoas com quem se está negociando importa em suas características e padrões comportamentais, conjunto de interesses, bem como os respectivos níveis de autoridade. Sempre saiba a autoridade da pessoa com quem você está negociando.

Finalmente, o terceiro e mais importante fator de sucesso numa negociação, é a competência para se administrar os próprios estados mentais e emocionais, pois sem isto não se tem acesso aos próprios recursos, sobretudo nas situações de tensão, estresse e adversidades. Podem acontecer vários dificultadores que vão do “apagão emocional” ou “deu um branco”, até às reações intempestivas, a "la Zidane", que botam tudo a perder, quando se tem o jogo na mão. Isto sem falar nos vários tipos de medo como fracasso, rejeição e até mesmo do sucesso.
A administração do estado mental e emocional tem como ponto de partida o conhecimento da relação mente/corpo. É aí que surge o SRRED de uma pessoa, que é um importante fator de diferenciação. Ou seja, sono, respiração, relaxamento, exercícios e dieta.

A boa administração do estado mental e emocional tem como um dos seus fundamentos a consciência da importância de nossas decisões e de nossa responsabilidade sobre elas. Tudo o que somos hoje é fruto das decisões que tomamos no passado e o que seremos amanhã é fruto das decisões que estamos tomando atualmente. Ou no dizer de Jean Paul Sartre: “Não importa o que fizeram de mim. O que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim”. Existem cinco categorias de decisão que são fundamentais: em que prestar a atenção, a qualidade dos diálogos internos, que significado dar às coisas, que crenças devemos ter e o que fazer para obter resultados.

De acordo com a Lei da Atenção Concentrada, quando uma pessoa foca a sua atenção numa idéia, esta se concretiza por si mesma. Cabe então ficar consciente de nossos diálogos internos. Existem dois padrões típicos. O primeiro é de lamentação, recriminação, justificação, busca de pontos fracos e culpados. O segundo é o da busca de soluções e resultados, aceitação da realidade, sem conformismo, e perguntas inteligentes para se mudar o foco de atenção e eliciar recursos internos. O padrão que se segue faz a diferença da água para o vinho. Cabe ainda citar o psicólogo esportivo Rod Gilbert: “Perdedores visualizam as penalidades do fracasso e os vencedores visualizam as recompensas do sucesso”.

Três operários estavam fazendo uma mesma obra e foram perguntados sobre o que estavam fazendo. O primeiro respondeu que estava assentando pedras. O segundo que estava fazendo uma escada. O terceiro que estava construindo uma catedral. Saber escolher significados fortalecedores para tudo o que se faz na vida, faz uma grande diferença.

Um outro ponto relevante é o que trata das crenças que, inclusive, afetam o nosso sistema imunológico. Crença é um comando hipnótico que você dá para você mesmo. Um levantador de peso, capaz de levantar duzentos quilos, pode ficar incapaz de levantar uma agulha, quando em estado de transe, recebe um comando neste sentido. Portanto, é fundamental identificar e se desiponitizar das falsas convicções e crenças, para que se possa agir com a máxima efetividade, pois em última instância, são as nossas ações que indicam a direção em que estamos indo e os resultados que vamos obter. E, em negociação, tudo o que fazemos está vinculado ao processo de negociação.

Assim, se você quiser ter resultados expressivos nas negociações, defina seus sonhos e objetivos e domine o processo de negociação, procure ter conhecimento efetivo da realidade externa e desenvolva sua competência para administrar seus estados mentais e emocionais. Mas saber tudo isto apenas não basta, pois em verdade, não é quem sabe que faz a hora, mas sim quem sabe fazer. É isto que faz a diferença entre vencedores e perdedores.

Eduardo Ferraz

Como lidar com familiares que trabalham na sua empresa

É muito comum que o empreendedor empregue parentes e amigos em sua empresa já que há vantagens em trabalhar com pessoas que, além de confiáveis, dificilmente geram problemas trabalhistas.
Os problemas, entretanto, acontecem quando o excesso de intimidade começa a afetar o bom andamento do dia a dia, já que algumas dessas pessoas podem dar maus exemplos ao chegarem atrasadas, trabalharem pouco ou abusarem do poder. Veja cinco dicas para trabalhar melhor com parentes e amigos.

Estipule regras claras – Todos os funcionários devem ter horários bem definidos e atribuições claras, independente do parentesco. Se sua esposa ou filhos não podem trabalhar o dia todo, estabeleça um horário fixo com meio expediente, assim como cargos específicos. Se um amigo é o responsável pela área comercial, não poderá interferir, sem sua anuência, no setor de compras, por exemplo.
Valorize o mérito – A melhor forma de estimular qualquer profissional a crescer e se superar é premiar os melhores. Dê aumentos de salários, folgas extras, treinamentos especiais ou um cargo de chefia aos mais competentes e dedicados. Muitas vezes, os parentes reclamam desse critério, mas, se ele for justo, todos, inclusive eles, se esforçarão mais.
Não misture trabalho com lazer – O ideal é que, encerrado o expediente, não se discuta sobre a empresa à noite ou nos finais de semana. Usar as horas de descanso para falar de trabalho, além de cansativo, desgasta e tende a piorar a relação entre você e seus familiares.
Afaste os incompetentes – Não tolere pessoas tecnicamente desqualificadas ou com atitudes ruins em sua empresa, independente da amizade ou parentesco. Manter pessoas incompetentes, além de produzir resultados ruins, destrói a autoridade moral de qualquer gestor.
Invista em treinamentos – O melhor investimento que se pode fazer, principalmente nas pessoas que amamos, é aquele em que os recursos são aplicados em educação e treinamento. Pessoas bem qualificadas costumam retornar muitas vezes mais o valor gasto em treinamentos. 
José Augusto 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

E-social: mais arrecadação; menos burocracia ?


Prevista para 2014, a e-Social é um novo componente do SPED e abrangerá a folha de pagamento e as obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais relativas aos vínculos trabalhistas. Além de atender às demandas de informação da Receita Federal, esse projeto inclui o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Caixa Econômica Federal (CEF), o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a Justiça do Trabalho. Em suma, a e-Social pode ser entendida como uma forma de registro digital dos eventos trabalhistas.

Não chega a ser um assunto novo, pois desde 2009 a autoridade tributária federal tem realizado apresentações para discuti-lo. Inicialmente batizado como SPED FPD (Folha de Pagamentos), o projeto contou com diversas denominações: e-FOPAG, SPED Folha, Escrituração Fiscal Digital Social (EFD-Social).

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), entidade civil que representa os auditores fiscais da RFB, tem se posicionado como grande divulgadora da novidade, assumindo publicamente esse papel.

Tal apoio mostra-se bastante alinhado com o posicionamento da ANFIP acerca do tema. Segundo o presidente da entidade, Álvaro Sólon de França, a Previdência Social brasileira é o maior sistema de distribuição de renda do mundo.

O entendimento do representante setorial é que o projeto irá contribuir para a saúde financeira do sistema previdenciário, além de beneficiar os trabalhadores em outros aspectos. Segundo ele, profissionais mais “frágeis” do ponto de vista de seguridade social serão bastante favorecidos. “O impacto da EFD-Social é grande para o trabalhador rural, por exemplo, porque ele tem uma dificuldade enorme na hora de comprovação da atividade rural para aposentadoria. Todas essas informações digitalizadas facilitam muito a vida do trabalhador”, afirmou.

Enfim, tudo indica que o alvo principal da EFD-Social seja a arrecadação previdenciária. Estudos da Receita Federal do Brasil apresentam o alarmante indicador de que cerca de 30% dos trabalhadores autônomos e empregados domésticos atuam na informalidade. Sendo que a própria RFB estima perdas anuais da ordem de R$ 3,5 bilhões.

Assim, no dia 18 de julho de 2013 foi publicado no DOU — Diário Oficial da União, o Ato Declaratório Executivo nº 5/2013, que aprovou o leiaute dos arquivos. Mas, por enquanto o portal do projeto informa que "leiautes de arquivos estão sendo disponibilizados em versão inicial e sua divulgação tem caráter informativo aos setores da sociedade." A ideia é que as empresas maiores integrem seus sistemas de informação, via conexão com serviços de Internet (WebService) aos computadores do governo que gerenciarão os dados da e-Social.

Para empregadores menores e pessoas físicas, os procedimentos trabalhistas serão realizados diretamente no Portal e-Social, que terá funções como registro de empregados, folha de ponto, controle de horas extras, adicional noturno, salário família, cadastro de dependentes, cálculo das obrigações tributárias e trabalhistas e geração de documentos (aviso de férias, recibo de pagamento, Guia da Previdência Social).

Ainda não há norma que regulamente a obrigatoriedade de participação dos empregadores. Tampouco o leiaute oficial foi publicado. O que se sabe, a julgar pelas apresentações das autoridades, é que a meta é implantar totalmente o sistema em 2014.

Em um evento público, realizado no Rio de Janeiro no início de 2013, o representante da Receita Federal chegou a declarar que as empresas podem investir no “saneamento” dos cadastros trabalhistas, pois a situação é irreversível. Esse, aliás, é o ponto mais crítico do projeto, pois a grande maioria dos milhões de empregadores sequer mantém controle informatizado destes registros. E, quando os têm, estão longe de satisfazer as exigências em quantidade e qualidade de informações nos moldes requeridos pela operação do e-Social.

O especialista afirmou ainda que a determinação para a implantação do e-Social em 2014 é da Presidência da República, e “quem está falando é a chefe... e, para a chefe, nós temos que entregar o produto”. Grosso modo, poderia-se dizer que a meta do poder executivo é substituir a carteira de trabalho em papel por um cartão eletrônico.

Sem dúvida, a e-Social irá atuar fortemente no combate à sonegação. É possível também que haja uma grande substituição das obrigações trabalhistas e previdenciárias concentrando-as nessa nova ferramenta. Contudo, para um projeto desse porte, com impactos gigantescos, a boa intenção não basta.

Iniciativas semelhantes a esta, em nossa história recente, são precedentes a ser considerados. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), por exemplo, foi instituída em 2005 e teve sua obrigatoriedade publicada em abril 2007, com o início efetivo em abril do ano seguinte. O cronograma de implantação da NF-e seguiu um escalonamento gradual até 2011, incluindo primeiramente os setores econômicos mais sensíveis à arrecadação, como os de cigarros e combustíveis.

O SPED Fiscal, ou Escrituração Fiscal Digital do ICMS e IPI, foi instituído em 2006. Sua obrigatoriedade se iniciou em 2009 com os 30 mil maiores contribuintes, e seu cronograma respeitou características regionais e setoriais, bem como os diferentes portes de empreendimentos. Hoje temos 670 mil empresas obrigadas à EFD-ICMS/IPI, mas chegou-se até este ponto de forma gradual.

Além da implantação escalonada, todas essas tecnologias tributárias têm em comum a eficiência comprovada no combate à sonegação. Prova disto é que o índice da “economia subterrânea”, medido pela Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, caiu de 20,4% do PIB em 2005 para 16,6% em 2012.

Infelizmente, elas não vêm conseguindo o mesmo sucesso no quesito “redução da burocracia”. O relatório “Doing Business 2013: Regulamentos Inteligentes para Pequenas e Médias Empresas”, do Banco Mundial, apresenta um ranking de 185 países, no qual o Brasil obteve a posição 130 em “facilidade para fazer negócios”. O mais grave é estarmos perdendo posições nos últimos anos. No relatório de 2012 ocupávamos a 126ª colocação e, em 2011, fomos o país número 120.

Dos 10 indicadores analisados pelo Banco Mundial, o Brasil apresenta o pior desempenho em “pagamento de impostos” (156º). Pois foi essa medida que levou nosso país a uma situação tão ruim, com o total de 2.600 horas/ano mensurado para uma empresa-modelo, a fim de manter suas conformidades tributária e trabalhista.

O mais decepcionante é que desde 2003, quanto o “Doing Business” foi criado, as mesmas 2.600 horas/ano permanecem constantes. Quer dizer, mesmo com toda essa tecnologia tributária manteve-se inalterado o custo de conformidade nos últimos 10 anos.

Enfim, tudo indica que a e-Social será um importante fator de aumento da arrecadação. Mas há sérias dúvidas quanto ao seu real potencial para reduzir a burocracia brasileira, uma vez que, após esses anos todos de existência, o SPED ainda não conseguiu mostrar resultados efetivos nesse quesito. Sem leiaute definitivo, sem regulamentação publicada, somos vítimas de um verdadeiro terrorismo informacional cujo objetivo é compelir as empresas a um processo de adaptação baseado em apresentações e notícias oficiosas.

Mais ainda, um projeto tão abrangente deveria estabelecer prazos que atendessem à sociedade como um todo, e não apenas ao cronograma eleitoral ou qualquer outro.

Roberto Duarte 

2 passos para facilitar o processo de inovação

Ao contrário do que muita gente pensa e tenta implementar no mercado, a inovação não é um produto de prateleira que pode ser inventado do dia para a noite.
Existe uma inconstância positiva no ato de inovar, que reside na própria proposta de cocriar e validar cenários, sempre levando em conta o fato de que todos os envolvidos no ecossistema de uma inovação devem ser partícipes dela, para que seja escalável e se concretize ao longo do tempo. 

1. Dê margem

Não se preocupe tanto com o processo, ele é apenas um norte. Tenha uma abordagem macro desenhada, mas saiba dar margem para desvios de rota no decorrer do caminho, trazendo mais organicidade e fluidez ao todo.

Um bom exemplo disso é o conceito de MVP (minimum viable product), um produto dotado das mínimas características necessárias para chegar ao mercado e então ser aprimorado com os insights dos clientes.
2. Make it fun

A diversão é o caminho mais curto para o engajamento. Prova disso são as crescentes e bem sucedidas práticas de “gamificação” (aplicação das teorias de jogos em outros contextos).

Produtos e serviços que interagem de forma lúdica com seus usuários tendem a largar na frente em uma era que requer interação. Além disso, o conhecimento derivado da experiência ajuda a criar novos produtos que acessam o lado emocional das pessoas.
Lourenço Bustani