A rotina de trabalho agitada aliada à facilidade de comunicação em
plataformas eletrônicas fez com que o networking virtual tenha superado o
presencial.
Pesquisa da Robert Half, no ano passado, revelou esta tendência.Entre
651 executivos entrevistados, 83% são adeptos da modalidade, enquanto 72% ainda
preferem os contatos pessoais.
“O LinkedIn é uma realidade, faz parte do dia a dia, está na tela do
computador das pessoas, enquanto o networking presencial exige disponibilidade
de tempo para ir a encontros, reuniões, eventos”, diz Juliana Alves, gerente da
Hays.
De acordo com especialistas, o contato virtual não exclui a necessidade
de apostar no networking presencial e deve ser usado como uma primeira forma
aproximação.
E, mais do que isso, a atuação em redes sociais profissionais e o uso de
emails também devem ser pautados por algumas regras de etiqueta.
“Se a pessoa não souber como se comportar pode ser um tiro no pé”, diz
Juliana, lembrando que algumas empresas criaram até código de conduta nas redes
para seus funcionários. “Se tiver, é bom seguir”, diz. Confira quais são as
outras sugestões dos dois especialistas consultados:
1- Comunicação clara objetiva e positiva
“Existem coisas que são comuns aos dois lados, tanto no networking
presencial quanto no virtual, que são a clareza na conversação e a
objetividade”, diz Fábio Saad, gerente sênior da divisão financeira da Robert
Half.
Na medida do possível procure ter uma atuação mais positiva. Evite ficar
usando as redes sociais profissionais para ficar reclamando das empresas, dos
colegas de trabalho ou da falta de oportunidades no mercado. “As pessoas não
gostam de ficar ouvindo histórias ruins”.
Juliana Alves, da Hays, concorda. “O espaço para postagens no LinkedIn
não é lugar para fazer desabafo”, diz. Para postagens mais pessoais prefira
redes sociais, como Facebook.
2- Explique o motivo do interesse profissional na conexão
Sabe aquela frase padrão do LinkedIn: gostaria de adicioná-lo à minha
rede de contatos? Ninguém dá a mínima atenção para ela.
Personalizar a mensagem é a dica de Juliana Alves para se destacar e
chamar a atenção de quem você gostaria de ter na sua rede. Mas seja objetivo:
“tem gente que gasta um parágrafo para dizer oi. Tem que ser sucinto”, diz
Saad.
Os dois especialistas dizem também ser de extrema importância explicar o
motivo do seu interesse. “O foco das conexões devem ser as pessoas com as quais
há sinergia profissional”, diz Juliana.
3- Cultive os relacionamentos
O fato de ter uma pessoa na sua rede de contatos não significa muita
coisa em termos de networking. “No virtual, como na modalidade presencial, não
adianta ficar tempo demais sem cultivar o relacionamento e, da noite para o
dia, pedir emprego”, diz Saad.
O engajamento em publicações e comentários é importante para se manter
no radar dos profissionais. “Tem que criar laços”, diz Saad.
4- Compartilhe informações relevantes
Ao decidir expor sua imagem no LinkedIn ou em alguma outra rede social
profissional, faça com conteúdo, recomenda Juliana.
Participação ativa em grupos e publicações no seu perfil devem ser
relevantes se o seu objetivo é se tornar uma referência na sua área.Do
contrário você estará poluindo o feed de atualizações e prejudicando a sua
imagem profissional, segundo os especialistas.
5- Peça recomendação só para quem você indicaria como referência
A regra na hora de solicitar uma recomendação é essa: peça para pessoas
que conhecem o seu trabalho e que poderiam dar referências profissionais suas a
um recrutador.
Juliana tem notado que muitas vezes falta bom senso nessa hora. Por ser
headhunter, ela recebe pedidos de recomendação de pessoas que não conhece.
“Esse é pior dos mundos e eu nem respondo”, diz.
“Ao pedir recomendação para quem não conhece o seu trabalho ou não se
sente à vontade para falar, o profissional estará incomodando esta pessoa”, diz
Saad.
6- Recomende só quem você, de fato, indicaria para uma oportunidade
A regra da indicação vale também hora de recomendar alguém no LinkedIn.
Embora Saad diga que, certamente, o peso de uma recomendação virtual é menor,
lembre-se de que é o seu nome e a sua credibilidade que estão em jogo.
Juliana também alerta para a prática de recomendações “casadas”. “Não
pega bem para o profissional quando a gente percebe que é algo combinado”, diz.
Fonte: EXAME, Acessado em 13 de Março de 2014.
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