terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sorria! Empresas buscam mais cortesia no trabalho.

Os funcionários de muitas empresas americanas estão colocando novas tarefas na lista de trabalho: cumprimentar os colegas e não se esquecer de sorrir.
Pode ser difícil para as companhias admitir que o ambiente de trabalho em seus escritórios com frequência não é agradável - com colegas acostumados a fazer comentários humilhantes "de brincadeira" ou a dar respostas ásperas especialmente quando estão sob pressão -, o que pode levar a perda de produtividade, criatividade e talento. Em ciclos econômicos de crescimento lento, em que os empregados são forçados a trabalhar mais com menos recursos e tendem a ficar mais estressados, o nível de grosseria aumenta. Então, algumas empresas estão incentivando seus empregados a serem mais sociáveis.
Um comportamento grosseiro pode "se espalhar como um vírus entre as equipes de trabalho", diz Elizabeth Holloway, professora de psicologia da Universidade Antioch e consultora de civilidade.
Cerca de 96% dos 3.000 participantes de um estudo da Universidade de Georgetown e da Faculdade de Administração de Empresas Thunderbird disseram que já foram maltratados por colegas e outros 98% já presenciaram abusos no local de trabalho.
Algumas organizações estão criando regras para promover a simpatia. No centro médico Ochsner, de Louisiana, funcionários são obrigados a seguir a "regra 3/2", pela qual eles têm que olhar nos olhos de qualquer pessoa no raio de distância de 3 metros e cumprimentar qualquer pessoa no raio de 2 metros.
Mas nem todas vão tão longe quanto a Southwest Airlines. A empresa aérea tem um departamento inteiro para enviar mensagens de apoio a empregados com familiares doentes ou felicitações quando um casal tem um bebê.

Fonte: Valor

Por que essas serão as 10 cidades mais competitivas em 2025?


Competitividade
São Paulo - América do norte, Europa e economias avançadas na Ásia e na região do Pacífico concentram as cidades que serão mais competitivas em 2025, segundo o relatório Hot Spots 2025, elaborado pela Economist Intelligence Unit à pedido do Citi.
Apesar do crescimento rápido na África e na América Latina, há um vasto intervalo de competitividade entre as cidades da região com melhor performance, como São Paulo e Johannesburgo e as do mundo desenvolvido.
As cidades que serão as mais competitivas em 2025 tem três pontos em comum: nível de renda elevado, crescimento populacional favorável e acesso a portos de qualidade, segundo o estudo. Competitividade é um conceito holístico, segundo o estudo. A Economist Intelligence Unit define a competitividade de uma cidade como sua habilidade de atrair capital, negócios, talentos e visitantes.
O índice mede a competitividade em 120 cidades hoje e em 2025. São examinados 32 indicadores para cada cidade, agrupados em oito categorias, com pesos diferentes. São elas: força da economia (30%); capital físico e maturidade financeira (10% cada); caráter institucional e capital humano (15% cada); apelo global (10%); caráter social e cultural (5%) e meio-ambiente e riscos naturais (5%). 


1. Nova York: 75,7 pontos
Nova York subirá uma posição no ranking, aumentando sua pontuação em 7,1 pontos – e melhorando em quase todas as categorias observadas, segundo o estudo. A cidade lidera o ranking
quanto à maturidade financeira mas deve sua liderança também a evoluções em outras áreas, segundo o estudo. Na categoria capital humano, por exemplo, Nova York deve avançar 20 posições – a qualidade do serviço de saúde vai contribuir para isso. Outro ponto de destaque é o plano de governança ambiental, por mais que hoje a cidade ainda fique atrás de outras.
Transporte em Londres

2. Londres: 73,1 pontos
Londres tem o primeiro lugar em maturidade financeira, capital físico e apelo global. Ela é a única cidade no mundo desenvolvido que vai crescer significativamente em termos de força econômica entre 2012 e 2025. Londres deve subir quatro posições em relação à edição anterior do ranking, após ganhar 5,3 pontos. O estudo destaca que o capital físico se beneficiou dos investimentos em infraestrutura realizados para as Olimpíadas de Londres, que ocorreram no ano passado. A cidade também tem sido bem-sucedida na implementação de inovações no transporte.A única categoria em que Londres fica mais distante das cidades mais competitivas é no capital humano, em que ocupa a 44ª posição na projeção para 2025.

3. Singapura: 71,2 pontos
Singapura ocupa o primeiro lugar nas categorias capital físico, maturidade financeira e meio-ambiente e riscos naturais. A cidade-estado também se destaca em apelo global – categoria em que ocupa a 3ª posição.
A cidade-estado subiu 27 posições na categoria de capital humano projetada para 2025, chegando à 10ª posição. O estudo afirma que isso foi permitido pela melhoria na qualidade da educação. Segundo a projeção, Singapura vai somar 0,6 ponto em relação ao ranking anterior e cair duas posições.

4. Hong Kong: 68,1 pontos
Hong Kong deve cair uma posição em relação ao ranking anterior – isso após ganhar 0,1 ponto. Hong Kong apresenta bom desempenho nas categorias ligadas à infraestrutura física e maturidade financeira, ocupando a primeira posição nessas duas categorias. Em apelo global, Hong Kong é a 5ª.
Mas, assim como Singapura, Hong Kong deve ver uma queda em sua força econômica em 2015 – caindo 39 posições, até o 60º lugar. A queda de Singapura deve ser de 24 posições para o 39ª lugar.
Tóquio

5. Tóquio: 68,0 pontos
A pontuação projetada para Tóquio é 0,1 ponto inferior, o que deve levar a cidade a cair duas posições no ranking. Tóquio seguirá sendo a cidade asiática mais competitiva sem contar as cidades-estado (como Singapura e Hong Kong). Tóquio também ocupa o primeiro lugar na maturidade de seu sistema financeiro e na infraestrutura física.
Assim como as companheiras asiáticas, Tóquio também deve perder força econômica. A possível queda das três cidades nessa categoria deve-se à ultrapassagem por parte das cidades asiáticas emergentes, segundo a projeção. O envelhecimento da força de trabalho e a efetividade limitada do governo também são empecilhos à competitividade. Um ponto que beneficia a cidade é a melhoria em sua capacidade projetada para lidar com desastres naturais e governança ambiental.

6. Sydney: 67,3 pontos
Sydney deve subir duas posições no ranking após um acréscimo de 4,5 pontos. Sydney aparece no top 20 em qualidade das instituições. De acordo com o estudo, há uma forte relação entre a qualidade das instituições de uma cidade e sua competitividade geral - a capacidade de uma cidade de taxar, planejar, legislar e aplicar leis requer instituições fortes e esse é um dos pontos de destaque de Sydney.

7. Paris: 67,0 pontos
Paris deve cair duas posições para o 7º lugar do ranking. A projeção é de perda de 0,9 ponto. A Europa terá sete das 20 cidades de melhor performance. Mas há uma divisão de dois grupos dentro da Europa, o norte e o lado ocidental da Europa ante o sul e o leste europeu. As 15 cidades europeias de melhor desempenho estão na Zona do Euro – dentre as quais está Paris. As outras cinco cidades estão em países que foram mais afetados pelos efeitos da crise econômica, como Madrid e Atenas, ou em novos membros da Zona do Euro.

8. Estocolmo: 65,7 pontos
Estocolmo deve ganhar 5,7 pontos e cinco posições. Assim como Paris, a cidade também está na parte europeia que deve ter melhor desempenho.
Não há nenhuma grande relação entre o tamanho de uma cidade e sua competitividade, segundo o estudo – cidades como Estocolmo, grandes e com menor densidade populacional, aparecem entre as 10 primeiras assim como cidades menores e com grande densidade populacional, como Singapura. 
Grant Park - Chicago

9. Chicago: 65,6 pontos
A projeção para Chicago é de ganhar mais 4,6 pontos e, assim, subir três posições. A economia da cidade é projetada para crescer cerca de 3% ao ano. Chicago é o segundo centro financeiro mais importante dos Estados Unidos, após Nova York. Em maturidade financeira, a cidade ocupa a 20ª posição no ranking geral. Já em governança ambiental, a cidade é a mais bem colocada dos Estados Unidos, com a 4ª posição geral. Seu plano para os transportes públicos vai até 2040 e o plano de administração da água, até 2050.
Outros pontos que impulsionam a competitividade da cidade são o caráter social e cultural – e o histórico de atração de imigrantes – além da previsão de melhorias na eficácia do governo, a qualidade do sistema de saúde e a conectividade aérea. 

10. Toronto: 64,7 pontos
As cidades da América do Norte ainda vão dominar no ranking de cidades mais competitivas em 2025. Toronto é a cidade canadense mais bem colocada no ranking – e aparece mais bem colocada que as americanas Washington DC, Los Angeles, São Francisco e Boston. Toronto deve se manter na décima posição, mas com 2,6 pontos a mais.


Fonte: Exame.com

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Varejo brasileiro x varejo da construção: desafios da gestão de pessoas

Já se foi o tempo onde o diferencial competitivo do varejo era o poder de compra e capacidade de gestão dos recursos financeiros das empresas. Na verdade apesar de termos organizações varejistas que atuam no País a mais de 60 anos, como Pão de Açúcar e Casas Bahia, além de Carrefour com seus 40 anos, entre outras redes tradicionais, podemos afirmar que o Varejo como é conhecido hoje existe a menos de 20 anos.
Após 1994 com a implantação do Plano Real o consumidor que até então era "refém" das organizações, pois se via obrigado a gastar o seu dinheiro tão logo recebia seu salário, tinha como único objetivo consumir pagando pelo menor preço possível. E se o não fizesse com rapidez, normalmente no primeiro sábado após receber seu salário, via seu dinheiro ser engolido pela hiperinflação de 80% ao mês.
Sob este aspecto, onde produto valorizava-se sozinho no estoque e os overnights eram investimentos tradicionais para conter a desvalorização monetária, o consumidor ficava em segundo plano.
Ser mal atendido, enfrentar longas filas, encontrar vendedores despreparados era comum neste mercado baseado em preço, afinal "sempre o menor preço", "Mais barato! Mais barato!", "é a liquidação", "preço menor ninguém faz", entre outros, eram as tônicas das estratégias deste segmento.
Já neste novo varejo que possui menos de 20 anos, o cliente sem a pressão da necessidade do consumo imediato, se torna mais exigente e com a possibilidade de ter tempo para decidir sobre suas escolhas, passa a ditar um novo comportamento que exigiu transformações por parte das organizações varejistas.
Neste novo modelo, onde preço deixa de ser um diferencial para ser um pré-requisito, o atendimento, a praticidade, a experiência de compra e o desejo de bom negócio, passam a ser o foco dos consumidores.
As empresas com mais ou menos tempo, tiveram que se adaptar a este modelo, e algumas morreram tentando, e lá se foi Mappin, Mesbla, G Aronson, Casa Centro, Jumbo Eletro, Paes Mendonça e outras redes tradicionais que desapareceram, ou foram adquiridas por outras.
Já as demais, com muitos tropeços, erros e acertos, mudaram sua estratégia para atender este novo consumidor. O foco no cliente provocou novos posicionamentos neste mercado, onde a tônica passou a ser "Lugar de gente feliz", "Vem ser feliz", "Viver Melhor", "Bons momentos começam aqui".
Nesta nova era, as pessoas se transformaram no principal diferencial competitivo das organizações varejistas, que para atender este cliente mais exigente, necessitam de profissionais mais preparados, capacitados, em quantidade adequada para gerar bom atendimento, e que possam agregar valor e atender as necessidades dos clientes, garantindo a eles um bom negócio, ao mesmo tempo em que necessitam ser lucrativas para sobreviverem neste mercado altamente competitivo e marcado por grande volume com baixas margens de lucro.
Neste cenário, inclusive o varejo de materiais de construção se reinventou, e com o formato de aquisições e entrada de grupos multinacionais se consolidou não apenas no segmento de construção, mas também no segmento casa, com foco em decoração e artigos para o lar, sofisticando este segmento para que os clientes sintam-se em casa e possam realizar o sonho de viver bem.
Entretanto, mesmo com a recente profissionalização do varejo de materiais de construção, cerca de 60% seus atuais 90 milhões de faturamento anual, estão nas mãos das pequenas redes de bairros, o que denota enormes desafios e oportunidades paras as grandes redes.
O diferencial das empresas varejistas, como um todo, que possuem dentro de seu segmento, basicamente o mesmo portfólio de produtos, com precificações similares e buscam fidelizar basicamente o mesmo público é sua forma de se posicionar e fazer negócios, que são levados ao consumidor final pelas pessoas que nestas organizações trabalham.
Sob esta ótica, é que a Gestão de Pessoas assume papel estratégico nestas organizações. Onde cabe a área de Recursos Humanos, zelar pelo clima, produtividade, engajamento, sistemas de recompensas competitivos, estimular a meritocracia, atender as necessidades básicas, desenvolver pessoas, gerar oportunidades de carreira, enfim ser um bom lugar para os clientes, através de ser reconhecida pelos seus colaboradores por ser um bom lugar para se trabalhar.
Tal atividade se torna complexa, pois na prática, as pessoas que trabalham no varejo descobrem o varejo, e aí, ou o amam ou o odeiam, não existe meio termo. E esta viagem se torna uma descoberta, pois se você perguntar a uma criança o que ela quer ser quando crescer, poucas, talvez aquelas influenciadas pelos pais varejistas, ou praticamente nenhuma, dirá que seu sonho é trabalhar no varejo.

Assim, os principais desafios de gestão pessoas no varejo, são: 
-   Encontrar as pessoas certas e que possuem o DNA deste segmento.
-    Atrair e reter profissionais que tem seu pico de produtividade em dias da semana e horários em que a maioria das pessoas estão descansando (Finais de semana, feriados e finais do dia)
-    Desenvolver modelos de remuneração atrelados a resultados e que sejam competitivos, sem onerar o resultado.
-    Sanar as necessidades básicas das pessoas.
-    Desenvolver bom clima, num ambiente marcado pelas pressões por resultados.
-    Integrar novos colaboradores, em especial, no ambiente competitivo aos quais são inseridos, onde um vendedor, por exemplo, pode encarar um novo colega como um concorrente.
-    Capacitar equipes para que conheçam diversos produtos, mais do que o próprio cliente, e possam passar credibilidade e atender as reais necessidades do consumidor, provendo soluções completas.
-   Propiciar oportunidades internas de crescimento profissional para reter conhecimento, fortalecer cultura e desenvolver pessoas.
-     Desenvolver lideranças, que predominantemente chegaram à função de gestores por serem reconhecidas como bons técnicos ou executores, e que passam a ter papel fundamental na gestão dos recursos humanos, financeiros e tecnológicos.
Assim, o fator chave para equalizar estes temas, passa então, por políticas e práticas de Recursos Humanos que promovam a meritocracia, e lideranças que tenham foco em desenvolvimento de pessoas, que sejam justas na condução das equipes e que atinjam metas, valorizando e comemorando as conquistas do dia-a-dia e valorizando o ser-humano, a fim de que os profissionais do varejo se sintam satisfeitos em trabalhar em sua organização, o que desenvolverá o orgulho em pertencer, fator fundamental para reter e construir equipes de alta performance.

Jorge Jubilato
Diretor de RH da C&C

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O relacionamento enérgico nas equipes - Uma tarefa que não é fácil e toda organização almeja!

O ambiente de trabalho depende do relacionamento enérgico nas equipes. Isto é decisivo para o incremento da produtividade, o fortalecimento da motivação e a operacionalização da liderança. Todos esses elementos são partes que se complementam, cujo sucesso depende, em larga medida, do desenvolvimento de sinergias no cotidiano do trabalho das corporações.
O relacionamento enérgico não é uma tarefa fácil e, ao mesmo tempo, é um ideário que toda organização deve almejar. Em linhas gerais, este tipo de relacionamento pode ser alcançado a partir de uma relação constante, dialógica e fortemente motivacional entre as pessoas, que buscam, a partir de processos criativos e organizados, estabelecer mudanças e atitudes positivas para melhorar o seu cotidiano.

Manter o relacionamento enérgico - além de ser uma boa estratégia de manutenção do vínculo entre as pessoas - ainda pode servir para incrementar a força da liderança.


A este respeito, é importante observar que a liderança e o relacionamento enérgico são uma via de mão dupla, ou seja, podem ser constituintes e constituídos um pelo outro. Nesta relação de mão dupla, ambas as direções são fundamentais para qualquer equipe bem-sucedida.

Vamos à primeira direção, isto é, a importância do relacionamento enérgico para a liderança.
Não há dúvidas de que o relacionamento enérgico pode conferir a base de apoio, pois ninguém faz nada sozinho, e certamente o sucesso das organizações depende desta sinergia positiva dos envolvidos. Além disso, pode propiciar um ambiente colaborativo para o alcance de metas, pois a colaboração entre as pessoas depende desta relação de confiança e de um planejamento em que os envolvidos vejam um impacto positivo em sua rotina de trabalho e em sua vida.

Por fim, ainda pode servir como feedback privilegiado para o líder, já que, com uma equipe motivada e envolvida, os desafios, equívocos e conquistas do líder podem ser identificados de forma positiva ou negativa pelos demais em uma chave colaborativa, sendo esta equipe um verdadeiro termômetro da liderança.

No que concerne ao segundo aspecto, isto é, a importância da liderança para o relacionamento enérgico, temos, como primeiro elemento, o oferecimento de metas, objetivos e estratégias, pois o líder pode ser um grande referencial para a pactuação em conjunto destes elementos, em especial porque será alguém concebido como merecedor de ser ouvido e considerado.

Além disso, pode servir como exemplo de como se deve agir, pois, seja em ações e caminhos de sucesso ou aqueles em que houve fracasso, o líder certamente cumpre este papel pedagógico de servir como exemplo para as pessoas. Por fim, pode motivar pessoas a arriscarem, se desenvolverem e ousarem, pois muitas pessoas adotam uma postura conformista diante do mundo, e a liderança pode ser a mola propulsora da mudança e um elemento importantíssimo para que as pessoas desenvolvam uma postura pró-ativa.
De fato, não há trabalho sem liderança ou, ao menos, não há trabalho duradouro, de qualidade e motivado sem liderança. A liderança não pressupõe apenas uma atitude mais horizontal, aberta a críticas e motivadora dos indivíduos; ela traz a necessidade de que os outros lhe vejam e reconheçam como um verdadeiro líder. Da mesma forma, o relacionamento enérgico entre equipes pressupõe uma verdadeira democratização das relações de trabalho rumo à construção dialógica de planos, metas e objetivos a serem atingidos. Energizar equipes torna-se uma tarefa de ouro!
Felipe Asensi - Palestrante, Doutor em Sociologia e Professor da FGV Direito Rio

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Você sabe qual é o estilo de seu comprador? Veja 5 dicas para identificá-lo.

Conhecer o estilo comportamental de outro negociador pode facilitar a aceitação, o comprometimento e o fechamento de uma venda. De acordo com o modelo utilizado pelo autor do livro 'Negociação Total' (da Editora Gente), José Augusto Wanderley, existem quatro tipos de estilos comportamentais que são: catalisador, apoiador, analítico e controlador. Conheça mais sobre esses estilos e saiba como utilizá-los a seu favor na hora da negociação:


1 - Saiba abordar cada estilo comportamental

Catalisador: como ele tem necessidade de reconhecimento, deixe-o se sentir uma pessoa única e singular. Elogie, mas é preciso saber elogiar, isto porque cada pessoa pode receber um elogio de formas distintas, um elogio mal dado pode se transformar numa ofensa. As melhores abordagens são: facilidade, rapidez, novidade, liderança, disponibilidade, e não ficar com muitos detalhes. Esclareça na abordagem qual é a impressão que ele conseguirá passar para os outros a partir dessa aquisição.

Apoiador: segundo Wanderley, o 'apoiador' precisa se sentir aceito, então, considere aspectos como harmonia, bons sentimentos, boas relações humanas, satisfação garantida, ausência de conflito, assistência e follow up. O que o seu produto irá proporcionar?

Analítico: esse estilo de comprador não gosta de correr riscos, ele gosta de segurança. Ofereça sistematização, com todos os dados disponíveis, demonstre segurança para a tomada de decisão, mostre a vantagem de decidir e não adiar, e tenha alternativas para a análise. Para Wanderley, convém comprovar a idoneidade e legalidade de documentações envolvidas na negociação.

Controlador: obter resultados é a necessidade desse perfil. Wanderley sugere que você proporcione a sensação de que ele está fazendo um bom negócio, e ainda: com total privacidade. Evite qualquer confronto. Considere a necessidade de atingir metas, os resultados para ganhar tempo e dinheiro, a ação independente. Foque em realização.

2 - Identifique o estilo do cliente.
Para identificar o estilo do comprador, o negociador deve estar atento a dois eixos. O primeiro citado por Wanderley é o dominante-condescendente. 'Uma pessoa dominante é assertiva, incisiva e que gosta mais de se impor. Já uma pessoa condescendente é uma pessoa mais reativa. O outro eixo é o formal–informal. Uma pessoa formal é mais racional e uma pessoa informal é mais emocional'. Assim os catalisadores são dominantes e emocionais. Já os apoiadores são condescendentes e emocionais. Os analíticos são condescendentes e racionais, e os controladores são dominantes e racionais.

3 - Explore o estilo dele. Os bons negociadores perguntam bastante e estão atentos às respostas que suas ações provocam. Para saber quais as reais necessidades do comprador Wanderley ressalta a importância de conhecer não apenas o estilo comportamental do cliente, mas também fazer o que em técnicas de venda é conhecido como a fase de exploração, ou seja, coleta e busca de informações. É preciso ter cuidado com conclusões precipitadas, contudo. Para realizar uma boa exploração é necessário saber perguntar - e muito - sobre fatos, os problemas, as soluções e os benefícios que o cliente está buscando.

4 - Conheça as suas próprias preferências e aversões. 
'Obviamente, há estilos com os quais preferimos negociar e é fundamental identificar isso', afirma Wanderley. 'Ficar negociando somente com o seu espelho pode dificultar o alcance das suas metas, e atrapalhar a identificação de oportunidades'. Além disso, para o autor, é necessário agir em toda negociação com sutileza. Portanto, desenvolva a competência de negociar com pessoas cujo estilo de negociação você gosta menos.

5 - Pratique continuamente até automatizar. 
Uma vez que se conheça a teoria dos estilos é importante praticar, treinar muito para que possa perceber o perfil do seu cliente automaticamente, sem pensar muito. 'É preciso ir além da teoria e praticar, assim como dirigir automóvel. Para treinar, pode ser útil começar a identificar as pessoas do seu convívio e exercitar.'


Redação InfoMoney

Fonte: Dinheiro - MSN, acesso em 17 de setembro de 2013.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Proporção de empresas que pretendem aumentar investimentos cai para 34% em agosto, diz FGV

O percentual de empresas industriais que pretendem investir mais nos próximos 12 meses caiu em agosto em relação a maio. De acordo com números da Sondagem de Investimentos da Fundação Getulio Vargas (FGV) de agosto, 34% das empresas dizem que os investimentos serão maiores que nos últimos 12 meses. Na sondagem anterior (de maio), o percentual era 51%.
A pesquisa também constatou que o percentual de empresas que pretendem investir menos subiu de 15% em maio para 17% em agosto.

A piora também é percebida nos investimentos feitos nos últimos 12 meses. De acordo com a sondagem de agosto, 36% das empresas disseram ter investido mais nesse período do que nos 12 meses anteriores, enquanto 25% investiram menos. Na sondagem de maio, os percentuais haviam sido de 45% e 22% respectivamente.

Em relação ao destino dos investimentos neste ano, 39% das empresas optaram por gastar majoritariamente com máquinas e equipamentos nacionais. Outras opções são: ampliação e reformas (23%) e máquinas e equipamentos estrangeiros (17%). As principais fontes de investimento em 2013 são os lucros e reservas (62%), seguido por empréstimos no país (31%).
Vitor Abdala 

Como aproveitar as críticas dos consumidores

Norman Vincent imortalizou a crítica ao tecer a frase “o mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica”. Sua célebre frase remete a uma condição que precisa em muito ser trabalhada no empresariado brasileiro, especialmente em pequenas empresas. É necessário que se foque nas críticas para o aperfeiçoamento e diminua-se a busca incessante de elogios que causam vaidosas paralisias.

É curioso como alguns clientes dão dicas do que não vai bem e simplesmente são ignorados pelos empresários. Mais interessante ainda é pensar que mesmo recebendo uma avalanche de críticas, muitas vezes a empresa prefere contratar uma pesquisa de mercado para colher as mesmas impressões dadas pelos consumidores na experiência de compra. 
Em sua maioria, as pessoas que tecem comentários sobre a empresa não querem deixar de ser clientes, por isso entregam suas opiniões no intuito de que haja melhorias. Muito pior e mais perigoso é o cliente que entra calado e sai mudo. Ele pode ter percebido os mesmos problemas que motivaram outros a se manifestarem, mas prefere calar-se pensando em jamais voltar. 
Além de não contribuir para a melhoria do serviço, são estes os primeiros a propagar sua insatisfação fora do ambiente da empresa. São silenciosos na loja e ruidosos entre iguais. 
As empresas precisam entender a necessidade de se cultivar canais de comunicação com o cliente. Pode ser este o caminho para mitigar insatisfações. Estruture um canal de criticas e sugestões. Isso pode se dar através de um serviço de tele atendimento, um e-mail dedicado, ou mesmo uma caixa de sugestões. Desenvolva políticas de estímulo a funcionários ao reportar formalmente as queixas dos clientes. Quando possível estimule-os a pegar os dados dos clientes para lhes devolver uma resposta.
Goste ou não, as pessoas falarão do seu negócio. Você pode incentivá-las a endereçar as críticas nos canais sobre seu controle ou deixar que busquem outros fóruns para alardear sua insatisfação. Nesses casos, o estrago pode ser bem maior. O consumidor ganhou um potente megafone com a popularização das redes sociais. Por isso, esteja atento também a rastrear o que dizem da sua empresa. Alguns softwares e empresas especializadas podem lhe ajudar nessa tarefa. 
Agradeça os comentários e diga que vai analisá-los à luz dos recursos disponíveis na empresa. As criticas são um convite à reflexão e um poderoso remédio contra o orgulho e a vaidade. 
Eduardo Andrade